As estátuas dos deuses mesopotâmicos

Provavelmente, para os mesopotâmicos, ou outros povos do mundo antigo, o maior esclarecimento de suas existências se deu quando seu “contato” com os deuses se tornou profundo e aplicável a partir da adoração, ritual e cosmovisão. Um vazio foi preenchido e, dessa forma, seus olhares, pensamentos e sensações também mudaram. As estátuas são uma expressão desse “contato”.

Referências:

HUROWITZ, Victor Avigdor. The Mesopotamian God Image, from Womb to Tomb. Journal of the American Oriental Society, Vol. 123, N.1, Jan/Mar, pp. 147- 157, 2003. HUNDLEY, B. Michael. Divine Presence in Ancient Near Eastern Temples. Religion Compass, University of Scranton, p. 203–215, 2015.

REDE, Marcelo. Imagem da violência e violência da imagem: Guerra e ritual na Assíria (séculos IX-VII a.C.). Varia Historia, Belo Horizonte, vol. 34, n. 64, p. 81-121, jan/abr 2018.

A China e a Assíria se aproximaram na Antiguidade?

O professor Patrick Wertmann, da Universidade de Zurique (Suiça), ao lado do seu grupo de pesquisa nos apresentaram uma hipótese nova e interessante! Que os povos assírios (Mesopotâmia) e chineses (Yanghai) em algum momento do passado (entre os 1000 a.C.) criaram relações de trocas. A evidência é uma armadura de couro, com moldes de escamas encontrada no cemitério de Yanghai, e que, possivelmente, foi produzida no mundo assírio.

Artigo disponível em:

https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1040618221005553?ref=pdf_download&fr=RR-2&rr=941d5606cac96296